Resumo
- Segundo a CNTA, 46,1% dos caminhoneiros autônomos enfrentam esperas superiores a cinco horas.
- Mais de 90% dos autônomos afirmam não receber o pagamento da estadia.
O que deveria ser uma parada rápida vira horas de espera, reduz o ganho e aumenta o desgaste do caminhoneiro. O tempo perdido para carregar ou descarregar pode comprometer outros fretes, pesar no bolso, bagunçar a jornada e aumentar o cansaço e a pressão psicológica, segundo os dados de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA).
De acordo com o levantamento, 46,1% dos caminhoneiros autônomos enfrentam esperas superiores a 5 horas. O problema fica ainda maior porque mais de 90% deles afirmam não receber o pagamento da estadia.
Entre os motoristas empregados, a situação também é preocupante. A Pesquisa Nacional CNTTT 2026 aponta que mais de 80% das operações têm relatos de espera acima de 5 horas.
O impacto vai muito além do dinheiro. Entre os motoristas entrevistados, 73% deram notas de zero a 5 para as estruturas de carga e descarga, com média de apenas 3,7. Além disso, um em cada três apontou esses locais como ambientes de ameaça psicológica.
Para Selmo Umberto Pereira, presidente da Associação para o Desenvolvimento e Eficiência do Transporte e Logística (ADTL), o tempo parado sem remuneração representa um prejuízo que vai muito além do relógio.
“O tempo de espera não remunerado é mais do que um atraso, é um custo direto e indireto que corrói a margem de lucro”, afirma.
Imagem gerada por IA/ChatGPT